Prado: A ressaca marítima assusta proprietários de barracas e banhistas

Nos últimos dias com as fortes rajadas de vento o mar vem avançando na cidade de Prado, extremo sul da Bahia derrubando coqueiros e se continuar poderá destruir algumas cabanas, a mais prejudicada até o momento é a da Mãezinha, próxima ao coqueiral.

A chegada de ondas violentas à costa começa quando rajadas de vento fazem subir o nível do oceano e aumentam, já em mar aberto, o tamanho dos vagalhões. Impulsionada por correntes marítimas, a massa de água caminha com velocidade crescente até encontrar o litoral. Ao chegar à praia, o mar agitado inunda a faixa de areia e as ondas quebram bem próximas da orla. A força da ressaca costuma alagar avenidas e danificar construções à beira-mar - há também relatos de banhistas tragados pelo mar e levados para longe da praia pelas fortes correntes marítimas. "No Brasil, as ressacas são quase sempre causadas por frentes frias que atingem o Sul e o Sudeste. Podem ocorrer dezenas de vezes por ano, mas, felizmente, é possível prevê-las até cinco dias antes", diz o oceanógrafo Joseph Harari, da USP.
Redação PA